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Treinador assume a responsabilidade após sofrer goleada para a Alemanha

Criticado após sofrer no comando da seleção australiana uma goleada por 4 a 0 para a Alemanha na estreia da Copa do Mundo, o treinador holandês Pim Verbeek aceitou sua responsabilidade pelas suas escolhas de jogadores e táticas para a partida.

Os australianos reclamaram que a equipe atuou com vários jogadores fora de suas posições de origem e a seleção comandada por Verbeek iniciou a partida sem um atacante de ofício, com a equipe sendo dominada pelos alemães. O treinador ainda ouviu reclamações por ter deixado fora do time o atacante John Kennedy e o meia Mark Bresciano, além de não ter utilizado o atacante Harry Kewell.

“Se você perde por 4 a 0, pode sempre dizer que não ajuda, mas ninguém pode provar que nós teríamos vencido se tivéssemos esses jogadores em campo”, defendeu-se o treinador.

Pim Verbeek explicou que acabou fazendo as opções de deixar Kennedy e Bresciano no banco de reservas devido ao desempenho dos jogadores nas últimas partidas amistosas e durante os treinamentos da seleção australiana para a Copa do Mundo na África do Sul.

“Eles não foram bem nas duas últimas partidas. Eles não estavam treinando bem, não o suficiente. Os jogadores que foram a campo foram os melhores jogadores, essa é a realidade”, afirmou o técnico holandês.

O ex-goleiro australiano Mark Bosnich criticou a atuação do treinador Pim Verbeek e afirmou que a equipe tem obrigação de fazer uma boa partida contra Gana no sábado às 11h (de Brasília) em Rustemburgo, em respeito aos torcedores australianos que viajaram para ver o Mundial na África do Sul.

“Essas pessoas pagaram um bom dinheiro para vir aqui e eles merecem um bom desempenho contra Gana”, afirmou Bosnich.

Venda de camisinhas dispara em Seul após vitória da Coreia do Sul

As vendas de camisinhas cresceu de forma vertiginosa na Coreia do Sul depois da vitória da seleção do país na Copa do Mundo da África do Sul, por 2 a 0 sobre a Grécia, na estreia do time no torneio no último sábado. A informação foi divulgada pela imprensa do país nesta segunda-feira.

Logo após o resultado positivo do time sul-coreano na abertura do grupo B do Mundial, algumas lojas registraram um aumento de até cinco vezes na quantidade de preservativos comercializados em relação à estreia da equipe na Copa do Mundo da Alemanha, em 2006, quando venceram o time de Togo por 2 a 1.

Cerca de um milhão de torcedores foram às ruas da Coreia do Sul para comemorar a vitória sobre os campeões da Eurocopa de 2004, incluindo 200 mil que saíram na capital Seul. Ruas, avenidas, estádios e parques ficaram lotados com a empolgada torcida.

Quem também se beneficiou da vitória com um bom futebol sobre a Grécia foram os donos de lojas pelo país, que tiveram um bom acréscimo nas vendas com o grande número de pessoas que foram às ruas para comemorar. Segundo o jornal JoongAng Daily, a rede de supermercados Bokwang Family Mart dobrou suas vendas no último sábado.

Organização da Copa desmente suposta proibição das vuvuzelas

Embora o diretor-executivo do comitê organizador da Copa, Danny Jordaan, tenha dito no domingo que “estava avaliando” uma possível restrição às vuvuzelas, não será desta vez que o barulho ensurdecedor das arquibancadas será cessado.

“Não haverá proibição. Nosso diretor (Jordaan) não disse nada que já não havia dito há dois meses. Suas palavras foram mal interpretadas. A única coisa que disse é que só serão proibidas se houver um motivo para fazê-lo”, esclareceu o porta-voz do comitê, Rick Mkhondo.

No dia anterior, Danny Jordaan disse à BBC que “algumas emissoras que transmitem as partidas e outras pessoas pediram para proibir as vuvuzelas”, e afirmou que estava avaliando a situação. Pediu ainda que as vuvuzelas não fossem utilizadas durante os hinos nacionais e quando haja um anúncio.

“Ele só disse que elas serão proibidas caso se faça mau uso delas, que não seja celebrar o Mundial”, rebateu o porta-voz. “Elas estão aqui para ficar até o fim do Mundial. São parte da cultura da África do Sul”, completou.