O time que começa a Copa do Mundo não termina. Essa máxima vale para a seleção brasileira. Nas últimas nove edições do torneio, nunca a formação titular usada na estreia foi a mesma da última partida. A última vez que isso aconteceu foi em 1970. Pior para os 11 titulares de Dunga, que enfrentarão essa sina na África do Sul. Mais difícil do que conquistar uma cobiçada vaga é continuar na equipe.
A última geração que desfrutou de tal privilégio foi a do vitorioso grupo de 1970. Pelé, Tostão, Rivelino, Jairzinho e companhia tiveram os mesmos companheiros na goleada por 4 a 1 sobre a extinta Tchecoslováquia, na estreia, e na goleada pelo mesmo placar sobre a Itália na final.
Lesões ou opções dos treinadores proporcionam tais mudanças ao longo de uma campanha de Copa do Mundo. Em alguns casos, um jogo bastou para que o comandante desistisse do que considerava ideal. Outros demoraram mais a promover os reservas. Mas mesmo numa competição curta como o Mundial a disputa é elevada e dinâmica.
Dunga já tem seus 11 definidos. Se não apresentar nenhuma surpresa decorrente dos últimos treinos fechados, escalará o Brasil diante da Coreia do Norte, nesta terça, com: Julio Cesar; Maicon, Lúcio, Juan e Michel Bastos; Gilberto Silva, Felipe Melo, Elano e Kaká; Robinho e Luís Fabiano.
Foi esse o time que Dunga treinou nos trabalhos táticos abertos à imprensa na África do Sul. Exceção feita aos poupados Juan e Julio Cesar, foi essa a equipe que venceu Zimbábue (3 a 0) e Tanzânia (5 a 1), respectivamente, nos últimos testes antes da Copa.
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